quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Bíblia - parte 3 - Império Egípcio



Texto relativo à terceira parte da lição online sobre a Bíblia - Curso "Princípios da Fé Cristã"

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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7. AS POTÊNCIAS MUNDIAIS DOS TEMPOS BÍBLICOS

O mundo dos tempos bíblicos viveu dominado por seis grandes potências mundiais. Cada uma dessas potências teve a sua participação no plano divino, interferindo na história de Israel e contribuindo de uma maneira ou de outra com a preparação do mundo para o advento de Cristo.

7.1. IMPÉRIO EGÍPCIO 

- O Egipto foi fundado por Mizrain, filho de Cam logo após o dilúvio (Gn 10.6,13). Possivelmente por volta de 5000 a.C. 

Na Bíblia, Mizraim é uma pessoa real. De acordo com a "Tabela das Nações" em Gn 10:6, ele foi o segundo filho de Cam e, portanto, neto de Noé. Os descendentes de Mizraim colonizaram a região do Nordeste de África, dando origem ao povo egípcio e a outras tribos vizinhas (como os filisteus, que a Bíblia diz terem ramificado a partir dos casluítas, descendentes de Mizraim).

A terminação "-aim" no hebraico antigo indica um elemento dual (duplo). Por isso, o nome Mizraim traduz-se literalmente como "As Duas Terras" ou "Os Dois Egitos".

A palavra que usamos hoje, "Egito", não vem da Bíblia hebraica. Ela tem origem grega: Os gregos antigos adaptaram a expressão egípcia Hwt-ka-Ptah (que significava "O Templo do Espírito de Ptah", um grande complexo na cidade de Mênfis) e transformaram-na em Aigyptos.

Mais tarde, o latim adotou-a como Aegyptus, dando origem ao termo "Egipto" em português. Ainda hoje, em todo o mundo árabe (incluindo no próprio país), o Egito é chamado oficialmente de Misr  مִצְר , que é a evolução direta da palavra bíblica Mizraim. 

As tabuinhas de Amarna (c. 1360–1332 a.C) chamam o Egipto de Misri, termo similar ao atual nome árabe do país (Misr)

- De 1600 a 1200 a.C.., o império Egípcio ia da Etiópia ao Eufrates. Canaã era província egípcia e Israel estava no Egipto. 

Civilização Egípcia: resumo, características, sociedade 

ALGUNS FACTOS IMPORTANTES: 

- Abraão desce ao Egipto (possivelmente na XII dinastia, séc XIX a.C.) (Gn 12) - “Amenemés II (XII Dinastia): Período de grande prosperidade e registos de estrangeiros semitas a entrar no Egipto em busca de comércio e refúgio.”

- José torna-se o vice-governador do Egipto (possivelmente no sec. XVII a.C., na XIII dinastia). 

A identidade do faraó no tempo de José (Génesis) divide egiptólogos e teólogos em duas grandes correntes históricas. Como a Bíblia não cita o nome próprio do governante, os pesquisadores tentam cruzar pistas textuais com a arqueologia egípcia.

Se considerarmos a contagem bíblica de que o Êxodo ocorreu 430 anos após a chegada dos hebreus ao Egipto (Ex 12:40), a história de José se posiciona entre 1697 a.C. e 1587 a.C. 

As três principais teorias são:

1. A Teoria dos Hicsos (Séculos XVII a XVI a.C.) - Esta é uma das hipóteses mais populares. Os Hicsos eram governantes de origem semítica (asiática) que dominaram o Baixo Egito durante o Segundo Período Intermédio. 

O argumento: Sendo estrangeiros de origens semelhantes às de José, isso explicaria porque um hebreu (pastor de ovelhas) foi tão facilmente aceito e promovido a Vizir (governador). Candidatos específicos deste período incluem reis como Maaibre Sheshi I ou Apófis.

A conexão com o Êxodo: Explica perfeitamente o versículo de Êxodo 1:8 ("Nasceu um novo rei que não conhecera José"). Quando os egípcios nativos expulsaram os Hicsos, passaram a escravizar os povos asiáticos que haviam se aliado a eles.

2. A Teoria do Império Médio / XII Dinastia (Séculos XIX a XVIII a.C.)

Esta teoria defende que José serviu a faraós puramente egípcios, baseando-se em costumes estritos da corte descritos em Génesis. 

Sesóstris III (Senusret III) é o candidato mais forte desta linha. Durante seu reinado, houve uma centralização brutal do poder estatal onde o faraó removeu as terras dos governadores locais (nomarcas). Académicos associam isso à reforma agrária de José, que comprou as terras do povo para o faraó em troca de trigo durante a fome (Gn 47:20).

Amenemés III, filho de Sesóstris III. O seu reinado é famoso por grandes obras de irrigação e pela construção do Canal de José (Bahr Yussef), um canal artificial milenar que desvia água do Rio Nilo para o oásis de Faium. Ele também enfrentou crises de severa flutuação nas cheias do Nilo.

Os detalhes textuais: Génesis menciona que José precisou se barbear e mudar de roupa para ver o faraó (Gn 41:14). Os Hicsos usavam barba, enquanto os egípcios nativos do Império Médio abominavam pelos faciais e exigiam a raspagem completa.

3. A Evidência do Preço dos Escravos (Argumento de Kenneth Kitchen)

O renomado egiptólogo Kenneth Kitchen defende que a narrativa se encaixa perfeitamente no início do segundo milénio a.C. devido ao valor transacionado por José. Em Gn 37:28, José é vendido por seus irmãos por 20 siclos de prata. 

Registos arqueológicos do Antigo Oriente Médio mostram que 20 siclos era o preço exato de um escravo durante o Império Médio egípcio. Em períodos posteriores (como no Império Novo, época de Ramsés), o preço de um escravo subiu para 30 ou 40 siclos.

“Se nossos critérios para o faraó de José forem: 1) egípcio nativo, 2) início do século XVII a.C. e 3) reinado por pelo menos 11 anos, então apenas Merneferre Ay se encaixa nesse perfil. Segundo o livro do Professor Ryholt, The Political Situation in Egypt During the Second Intermediate Period, Merneferre Ay reinou exatamente por "23 anos, 8 meses e 18 dias", colocando-o em cena de 1701 a 1677 a.C. (Outros esquemas ligeiramente variáveis incluem a datação de seu reinado pelo egiptólogo Thomas Schneider para 1684-1661 a.C.). Isso se encaixa bem com a chegada da família de Jacob ao Egipto durante esse período.”

- O nascimento de Moisés deu-se possivelmente no sec. XVI a.C.

A possível data do nascimento de Moisés depende diretamente da linha cronológica adotada para o Êxodo. 

Como a arqueologia e o texto bíblico oferecem caminhos diferentes, existem duas teorias principais para o ano em que Moisés nasceu. A Bíblia afirma explicitamente em Êxodo 7:7 que Moisés tinha 80 anos de idade quando falou com o Faraó e liderou a saída do Egipto. Com base nisso, as duas principais datas calculadas pelos historiadores são:

a) Cronologia Bíblica / Precoce: c. 1526 a.C. - Esta data baseia-se estritamente no texto bíblico de 1 Reis 6:1, que afirma que o Êxodo ocorreu 480 anos antes do quarto ano do reinado de Salomão (que foi por volta de 966 a.C.). 

- O cálculo: 966 a.C. + 480 anos = 1446  a.C.) (Ano do Êxodo).

- Nascimento de Moisés: 1446 a.C. + 80 anos = 1526 a.C.

- Contexto egípcio: 

Embora 1526 a.C. preceda formalmente o início do reinado de Tutmés I na maioria das cronologias egiptológicas modernas (que costumam colocar Amenhotep I a governar em 1526 a.C.), a margem de erro arqueológica para este período é de cerca de 10 a 20 anos. Por isso, para os defensores da Cronologia Antiga, Moisés nasceu ou no final do reinado de Amenhotep I ou logo no início do reinado de Tutmés I. 

O decreto de lançar os bebés rapazes ao Nilo (Êxodo 1:22) encaixa-se historicamente com Tutmés I, um faraó militarista obsessivo com o crescimento das populações estrangeiras nas fronteiras do Egito.

 A "filha do Faraó" que o resgatou do Rio Nilo seria ninguém menos que a famosa princesa (e futura Faraó) Hatshepsut. A história descreve-a como uma mulher de personalidade forte, independente e com enorme poder político, o que explicaria a coragem de desafiar abertamente o decreto de morte do próprio pai para adotar uma criança semita. Ela vivia no palácio real perto do Delta/Tebas, dependendo da estação, frequentando as margens do rio com o seu séquito, tal como descrito em Êxodo 2:5.

 b) Cronologia Arqueológica / Tardia: c. 1370 a.C. a 1310 a.C. - Esta linha baseia-se na arqueologia tradicional, que associa o Êxodo ao reinado de Ramsés II (séc. XIII a.C.), por causa da menção bíblica à construção da cidade de armazenamento chamada "Ramsés" (Ex 1:11).

- O cálculo: O Êxodo teria ocorrido por volta de 1290 a.C. ou 1230 a.C. (no governo de Ramsés II ou de seu sucessor, Merenptá).

- Nascimento de Moisés: Somando os 80 anos retroativos, Moisés teria nascido entre 1370 a.C. e 1310 a.C.

- Contexto egípcio: 

Sob esta ótica, Moisés teria nascido no final da 18ª Dinastia (período do faraó "herege" Akhenaton ou de Tutancámon) ou no início da 19ª Dinastia (sob Seti I), crescendo na corte egípcia pouco antes ou durante o início do império de Ramsés II.

- O Êxodo deu-se possivelmente no sec. XV a.C.

Existem várias teorias sobre quem terá sido o faraó no período do Êxodo:

A identidade do faraó no relato bíblico do Êxodo é um dos maiores debates na história antiga. Os historiadores e teólogos dividem-se principalmente entre duas datações. Para os defensores da chamada "cronologia bíblica antiga" (baseada em 1 Reis 6:1) aponta o Êxodo para cerca de 1446 a.C. (18ª Dinastia). Nesse cenário, o faraó opressor costuma ser associado a Tutmés III (Tutmoses III) ou Amenhotep II (Amenófis II), colocando Tutmés II numa época anterior (a da infância ou nascimento de Moisés). A datação arqueológica tradicional aponta para o século XIII a.C., por volta de 1290 a.C. (19ª Dinastia).

 As principais teorias dividem-se nos seguintes faraós:

- Tutmés III (c. 1479–1425 a.C.): O antecessor de Amenhotep II. Muitos teólogos apontam Tutmés III como o faraó que ordenou a escravidão severa dos hebreus e forçou Moisés a fugir para Midian, enquanto seu filho Amenhotep II teria sido o governante durante o Êxodo.

- Amenhotep II (c. 1450–1425 a.C.): Sendo o faraó da 18ª Dinastia, ele se encaixa perfeitamente na datação precoce (século XV a.C.). Ele é frequentemente associado ao faraó que enfrentou Moisés nas Pragas do Egito e recusou a libertação inicial.

ou 

- Ramsés II: Famoso por sua longa dinastia e monumentos, é o candidato mais popular devido à citação em Êxodo 1:11, que menciona a construção da cidade de "Ramessés". Contudo, a maioria dos especialistas modernos aponta que ele reinou muito tarde para coincidir com a cronologia bíblica.

- Merenptá: Sucessor de Ramsés II, ele deixou a famosa "Estela de Mernepta" (c. 1207 a.C.), que contém a primeira menção extra-bíblica do povo de Israel. Devido a esse registo, alguns historiadores acreditam que o Êxodo ou a posterior chegada à Terra Prometida ocorreram perto do seu reinado.

A Verdade Sobre Moisés e o Êxodo do Egito com Rodrigo Silva 

Papiro de Ipuwer

O Papiro de Ipuwer (oficialmente catalogado como Papyrus Leiden I 344 recto) está guardado no Museu Nacional de Antiguidades de Leiden, na Holanda. O papiro foi escrito por um escriba egípcio chamado Ipuwer e descreve um cenário de caos absoluto, destruição e inversão social no Egipto. Para muitos defensores da historicidade bíblica, o texto parece ser o relato de uma testemunha ocular das Dez Pragas do Egito sob a perspetiva egípcia.
O texto do papiro contém lamentos que se alinham quase perfeitamente com os relatos do Livro de Êxodo:
O Rio de Sangue:
Papiro: "O rio é sangue. Se alguém bebe dele, recua com nojo".
Bíblia: "...todas as águas do rio se tornaram em sangue (...) e os egípcios      
  não podiam beber a água do rio" (Êxodo 7:20-21).
A Destruição pelo Fogo:
Papiro: "As portas, colunas e paredes foram consumidas pelo fogo".
Bíblia: "...e o fogo corria por terra; e o Senhor fez chover pedra sobre a terra 
  do Egito" (Êxodo 9:23).
A Morte e o Lamento:
Papiro: "O gemido está por toda a terra, misturado com lamentações... os 
  filhos dos nobres são esmagados contra as paredes".
Bíblia: "...e haverá grande clamor em toda a terra do Egito (...) desde o 
  primogénito de Faraó... até ao primogénito da serva" (Êxodo 11:6, 12:29).
A Fuga dos Escravos com Riquezas:
Papiro: "Os escravos usam colares de ouro, prata e pedras preciosas. O ouro escasseia".
Bíblia: "...e pediram aos egípcios vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes 
  (...) E despojaram os egípcios" (Êxodo 12:35-36).

Reconstituição de imagem do túmulo de Tutmés III


Pedra de Mernepta


    A Pedra de Mernepta (também conhecida como Estela de Mernepta ou Estela de Israel) é um dos achados arqueológicos mais importantes do mundo para a história bíblica. É um bloco de granito preto com mais de 3 metros de altura, descoberto em 1896 pelo arqueólogo Flinders Petrie no templo funerário do faraó Mernepta, em Tebas.
    O faraó Mernepta (filho e sucessor de Ramsés II) governou o Egito no final do século XIII a.C. (aproximadamente entre 1213 a.C. e 1203 a.C.). A estela foi talhada por volta de 1208/1207 a.C. para celebrar as suas vitórias militares contra os líbios e povos de Canaã.
    Nas últimas linhas do texto, o faraó exalta as suas conquistas na região da Palestina com um poema que diz: "Canaã foi saqueada com toda a maldade; Asquelon foi levada; Gezer foi conquistada; Yanoam foi reduzida ao nada; Israel está devastado, a sua semente já não existe."
    A Pedra de Mernepta funciona como uma baliza temporal rígida para os historiadores:
    Se o Êxodo ocorreu em 1446 a.C. (Cronologia Antiga): A pedra confirma perfeitamente que, 240 anos depois de saírem do Egito, os israelitas já estavam estabelecidos em Canaã como um povo reconhecido internacionalmente. 
    Se o Êxodo ocorreu em 1250 a.C. (Cronologia Tardia com Ramsés II): Os israelitas teriam de ter saído do Egito, passado 40 anos no deserto e conquistado Canaã em tempo recorde (apenas alguns anos), para que Mernepta já os enfrentasse ali em 1207 a.C. Isto torna a cronologia tardia muito mais difícil de defender academicamente. A menção a Israel neste documento de 3.200 anos sugere que, na época de sua inscrição, a nação de Israel era uma potência estabelecida e não um povo nómade que havia acabado de entrar na terra de Canaã. Antes da descoberta da estela, muitos datavam o Êxodo muito depois, mas agora são forçados a se reconciliar com o fato de que Israel já era uma potência estabelecida em Canaã em 1207 a.C.
          

     As Cartas de Amarna e a menção aos Habiru (ou Apiru) constituem outro pilar arqueológico fundamental para o debate sobre a conquista de Canaã e o período bíblico dos Juízes.

     O que são as Cartas de Amarna? Descobertas em 1887 na antiga capital do faraó Akhenaton (Amarna), são um arquivo de cerca de 382 tabuinhas de argila escritas em cuneiforme acádio (a língua diplomática da época). Elas datam do século XIV a.C. (aproximadamente entre 1360 e 1332 a.C.), correspondendo aos reinados de Amenhotep III e Akhenaton (18ª Dinastia). 
     As cartas são correspondências enviadas pelos reis das cidades-estado de Canaã (como Jerusalém, Siquém e Megido) ao Faraó do Egito. Nas missivas, estes reis vassalos imploram desesperadamente por ajuda militar egípcia, pois a região estava a ser invadida e saqueada por um grupo de guerreiros que eles chamam de Habiru.

     Quem eram os Habiru? O termo Habiru ou Apiru aparece dezenas de vezes nas cartas de Amarna. Histórica e sociologicamente, os Habiru não eram descritos como um grupo étnico unificado, mas sim como uma classe social de marginalizados:
    . Eram nómadas, mercenários, fugitivos da lei, salteadores e rebeldes.
    . Viviam nas montanhas e atacavam as cidades ricas das planícies.
    . Formavam alianças com reis locais traidores para derrubar o controlo egípcio na região.

A Ligação Linguística e Histórica com os Hebreus

    A semelhança fonética entre Habiru e Hebreus (Ibri em hebraico) chamou imediatamente a atenção dos académicos:

    A Perspetiva da Cronologia Antiga (Êxodo em 1446 a.C.):
        . Se os israelitas saíram do Egito em 1446 a.C. e passaram 40 anos no deserto, eles entraram em Canaã por volta de 1406 a.C. sob o comando de Josué.
        . As Cartas de Amarna (cerca de 1350 a.C.) descrevem o cenário exatamente algumas décadas após a invasão inicial. Os reis cananeus sobreviventes estariam a relatar ao Faraó os ataques contínuos e a perda de territórios para os invasores.
         . Nesta visão, os cananeus usavam o termo pejorativo "Habiru" (bandidos/nómadas) para se referirem especificamente aos Hebreus que estavam a conquistar as suas terras.

    A Perspetiva Académica Secular / Sociológica: Muitos arqueólogos modernos defendem que "Hebreu" e "Habiru" partilham a mesma raiz linguística. No entanto, argumentam que os israelitas bíblicos eram apenas um dos muitos subgrupos de Habiru que viviam na região e que, com o tempo, se estabeleceram nas montanhas e formaram a identidade nacional de Israel.

     Um Exemplo Impressionante: A Carta de Jerusalém. 
     Numa das tabuinhas (código de identificação “EA 288”), o rei de Jerusalém, Abdi-Heba, escreve diretamente ao Faraó: "O que fiz eu ao rei, meu senhor? (...) Toda a terra do rei está perdida! (...) Se não vierem tropas este ano, todas as terras do rei serão destruídas. Vede: a terra de Gezer, a terra de Asquelon e a cidade de Laquixe deram-lhes comida (...) As terras do rei estão a cair nas mãos dos Habiru!" 
     Esta descrição coincide com o caos militar e a perda de cidades descrita nos livros bíblicos de Josué e Juízes, onde as forças locais não conseguiam travar o avanço das tribos que vinham do deserto.

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