Texto relativo à terceira parte da lição online sobre a Bíblia - Curso "Princípios da Fé Cristã"
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A Bíblia afirma, "o meu povo perece por falta de conhecimento" (Oséias). Por isso, convido-te a cresceres no teu conhecimento bíblico, para que sejas bem-sucedido, como nos ensina Josué 1:8.
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8. AS DIFERENTES TRADUÇÕES DA BÍBLIA
Moisés foi a primeira pessoa mencionada na Bíblia, como tendo escrito alguma coisa. A forma mais remota da escrita foi a pictografia, isto é, desenhos de figuras onde as ideias podiam ser expressas. Por exemplo: para indicar o som de A, os antigos hebreus desenhavam a cabeça de um boi, porque a palavra ‘boi’ em hebreu é Alef. Para B eles usavam a figura de uma casa, porque Bet significa casa.
_ O HEBRAICO: Na própria Bíblia, a língua hebraica é chamada ‘judaico’ (Nm 13.24), ou a ‘língua de Canaã’ (Is 18.18).
_ O ARAMAICO: Era a língua falada pelos povos ao norte e NE de Canã, da Síria até ao rei Eufrates. O Aramaico é também chamado ‘siríaco’ (II Rs 18.26) e de ‘caldaico’ (Dn 1.4).
_ O GREGO: Quando Alexandre dominou o mundo como o império Greco-Macedónio, levou o ‘koiné’, que era o idioma falado pelo povo do seu império, a todas as partes do mundo conquistado. Não é pois de estranhar que Deus tenha providenciado que o N.T. que teria de chegar a todos os povos fosse escrito nele.
a) ANTIGO TESTAMENTO
Os originais foram ficando velhos e gastaram-se, e é bem possível que nenhum deles exista mais. A Bíblia foi escrita em rolos, que são chamados de manuscritos. Esses manuscritos são encontrados em forma de rolo ou de livro (Códice), feitos de papiro ou pergaminho. Os manuscritos bíblicos possuem duas formas de caligrafia, o que divide em Unciais e Cursivos. O MS Uncial é o de letras maiúsculas sem separação de palavras. O Cursivo tem letras minúsculas e separação de letras.
A grande unidade central nesta literatura religiosa, foi, entretanto, o livro dos Salmos. Ele foi a um tempo hinário e livro de orações do segundo Templo.
Do livro de Malaquias, último profeta do A.T., até ao livro de Mateus, houve cerca de 400 anos de silêncio divino caracterizado pela cessação da Revelação Divina. Durante esse tempo chamado intertestamentário, do qual falaremos mais detalhadamente mais avante, nenhum profeta se levantou em nome de Deus.
Alguns livros foram escritos nesse período, porém todos destituídos de inspiração divina. São os chamados Apócrifos, e a Igreja Católica Romana enxertou alguns, a exemplo de outras versões, no Cánon Bíblico, porém uma análise mesmo superficial já mostrará que esses livros não foram inspirados por Deus.
b) O NOVO TESTAMENTO
Com o passar dos anos, entretanto, surgiu a necessidade de registar aquilo que se ensinava; foi aí que os livros do N.T. começaram a ser escritos. Alguns foram escritos na Palestina, outros na Ásia Menor, outros na Grécia e outros em Roma.
É bem provável que muitas cópias fossem escritas logo após terem sido escrito pela primeira vez, entrando logo em circulação entre as Igrejas.
Em tempos bem remotos como em 95 d.C., deparamos com Clemente de Roma se referindo a Mateus, Lucas, Romanos, I Coríntios e Hebreus.
Muitos livros foram escritos juntos aos que hoje compõem o N.T.. Alguns por cristãos devotos, de grande valor, outros nada mais eram do que falsificações ou fraudes.
As Epístolas foram escritas da seguinte maneira: as de Paulo, que foram os primeiros escritos do N.T., num total de 13, foram escritas entre 52 a 67 d.C.. As de Hebreus e Judas foram escritas entre 69 a 70 d.C..
O livro de Actos, foi escrito em 63 d.C., ao fim de dois anos da primeira prisão de Paulo em Roma.
Os Evangelhos, a princípio propagados oralmente (Jo 14.26) foram escritos entre 60 a 65 d.C., e o de João em 85 d.C..
O Apocalípse foi escrito em 96 d.C., durante o reinado do Imperador Domiciano. É o livro mais novo do N.T.
c) ALGUMAS DAS MAIS IMPORTANTES VERSÕES DA BÍBLIA:
Se a Revelação de Deus é para todos os Homens e não somente para uma comunidade (judaica), então certamente haveria necessidade de se traduzir para outros idiomas a Sua Palavra.
_ O PENTATEUCO SAMARITANO: Os cinco livros da Bíblia, levados para Samaria. Segundo a tradição relatada por Flávio Josefo, Manassés, um sacerdote ligado a Jerusalém, casou-se com a filha de Sambalate (ou melhor, Sanabalate), governador da Samaria. Por esse motivo, foi afastado do sacerdócio em Jerusalém e passou a exercer funções religiosas entre os samaritanos, estando associado à fundação do templo no Monte Gerizim. A língua dos samaritanos era uma mistura do hebreu com o assírio, nessa língua o pentateuco foi traduzido.
_ OS TARGUNS: São traduções e paráfrases do Antigo Testamento para o aramaico, realizadas quando essa língua passou a ser a mais falada pelos judeus, especialmente após o exílio na Babilónia. Como muitos já não compreendiam bem o hebraico, as Escrituras eram lidas em hebraico nas sinagogas e, em seguida, explicadas em aramaico.
Os Targuns não são traduções literais; frequentemente incluem explicações, interpretações e comentários que ajudavam o povo a compreender o texto bíblico. Inicialmente transmitidos de forma oral, mais tarde foram registados por escrito.
Os principais são:
a) O da Lei: feito por Onquelos, amigo de Gamaliel no século II a.C.
b) O dos profetas e livros históricos: feitos por Jonthan Ben Uziel, em época posterior.
Estes escritos são importantes para o estudo da interpretação judaica das Escrituras nos séculos anteriores e posteriores ao nascimento de Cristo.
_ A SEPTUAGINTA: O vocábulo quer dizer em latim ‘70’ e é citado em referências da seguinte maneira: ‘LXX’. Essa tradução foi feita na ilha de Faros, no porto de Alexandria (no Egipto) por 72 sábios judeus, sendo 6 de cada tribo, com o propósito de atender às necessidades dos judeus da Diáspora, muitos dos quais já não compreendiam o hebraico.
A Septuaginta (LXX) foi traduzida ao longo de cerca de um século. Em termos gerais:
. c. 285–250 a.C. – O Pentateuco (Génesis a Deuteronómio) foi traduzido para o grego em Alexandria, durante o reinado de Ptolemeu II Filadelfo, segundo a tradição.
. Séculos III–II a.C. – Os restantes livros do Antigo Testamento foram sendo traduzidos por diferentes tradutores, em épocas distintas.
. Por volta de 130 a.C. – A maior parte da Septuaginta já estava concluída.
A Septuaginta foi um dos meios que Deus usou para preparar os povos e nações para o advento do Cristianismo.
A Septuaginta tornou-se a Bíblia mais utilizada pelos judeus de língua grega e foi amplamente empregada pelos primeiros cristãos. Grande parte das citações do Antigo Testamento presentes no Novo Testamento segue o texto da Septuaginta, e não o texto hebraico massorético.
Além dos livros do cânon hebraico, a Septuaginta inclui outros escritos, conhecidos como livros deuterocanónicos na tradição católica e ortodoxa, e como apócrifos na tradição protestante.
A Septuaginta é uma das mais importantes testemunhas textuais do Antigo Testamento, sendo de grande valor para os estudos bíblicos, históricos e linguísticos.
_ PESHITTA (Bíblia Siríaca): A Peshitta é uma antiga tradução da Bíblia para o siríaco (uma forma do aramaico), utilizada pelas comunidades cristãs do Oriente. O Antigo Testamento foi traduzido a partir de textos hebraicos e o Novo Testamento tornou-se uma das principais versões das igrejas siríacas. É geralmente datada entre os séculos II e V d.C.
_ BÍBLIA COPTA: Foi uma tradução das Escrituras para a língua copta, usada pelos cristãos do Egipto. Surgiu nos primeiros séculos do cristianismo e foi importante para a Igreja Copta.
_ VETUS LATINA (Latina Antiga): Antes da Vulgata de Jerónimo, existiam várias traduções latinas do Antigo e Novo Testamentos conhecidas como Vetus Latina. Eram utilizadas pelas comunidades cristãs do Ocidente entre os séculos II e IV d.C.
_ A HEXÁPLA DE ORÍGENES: Devido às falhas na tradução da Septuaginta, Orígenes compôs em Cesareia a sua ‘versão de 6 colunas’. Foi uma monumental obra de crítica textual compilada por volta de 240–245 d.C. O seu objetivo era comparar os diferentes textos do Antigo Testamento para identificar variantes e facilitar o estudo das Escrituras.
A Hexápla apresentava o texto em seis colunas paralelas:
. O texto hebraico.
. O texto hebraico transliterado em caracteres gregos.
. A versão grega de Áquila.
. A versão grega de Símaco.
. A Septuaginta (revista por Orígenes com sinais críticos).
. A versão grega de Teodócio.
A obra foi preparada em Cesareia Marítima e constitui um dos maiores feitos da crítica textual da Antiguidade. Embora a maior parte da Hexápla se tenha perdido, os fragmentos preservados continuam a ser de grande importância para o estudo da transmissão do texto do Antigo Testamento.
_ O CÓDICE VATICANO: É um dos mais antigos e importantes manuscritos bíblicos existentes. Foi produzido no século IV d.C., provavelmente entre 300 e 350 d.C., e contém uma das mais antigas cópias conhecidas da Bíblia em língua grega.
O manuscrito preserva grande parte do Antigo Testamento grego (Septuaginta) e uma grande parte do Novo Testamento. Algumas partes estão ausentes, incluindo porções iniciais do Génesis e alguns trechos finais do Novo Testamento.
O Códice Vaticano foi escrito em pergaminho, utilizando escrita grega em letras maiúsculas (unciais), e apresenta um texto de grande valor para o estudo da transmissão bíblica. Juntamente com o Códice Sinaítico, é considerado uma das principais testemunhas do texto bíblico grego mais antigo.
O manuscrito é chamado Vaticano porque está preservado na Biblioteca Apostólica Vaticana, onde se encontra desde pelo menos o século XV.
O Códice Vaticano é importante porque é uma das mais antigas cópias da Bíblia em grego. Tem grande influência nos estudos de crítica textual do Antigo e do Novo Testamento. Foi uma das principais fontes utilizadas por estudiosos modernos para comparar variantes do texto bíblico.
Resumo cronológico:
. Século IV d.C. (c. 300–350) – Produção do manuscrito.
. Século XV – Registado na Biblioteca Vaticana.
. Século XIX em diante – Torna-se uma das principais referências para o estudo do texto bíblico grego.
_ O CÓDICE SINAÍTICO: É um dos mais antigos e importantes manuscritos bíblicos existentes. Foi produzido no século IV, provavelmente por volta de 330–360, e contém grande parte da Bíblia cristã em grego.
O manuscrito inclui a maior parte do Antigo Testamento grego (Septuaginta) e o Novo Testamento completo, além de outros escritos cristãos antigos, como a Epístola de Barnabé e parte do Pastor de Hermas.
O Códice Sinaítico foi escrito em pergaminho (pele de animal preparada para escrita) e apresenta o texto em letras gregas maiúsculas, num estilo conhecido como escrita uncial. É considerado uma das principais testemunhas para o estudo da transmissão do texto bíblico, especialmente do Novo Testamento.
Foi descoberto no século XIX pelo estudioso alemão Constantin von Tischendorf no Mosteiro de Santa Catarina. Atualmente, o manuscrito está dividido entre várias instituições, sendo a maior parte preservada na Biblioteca Britânica.
O Códice Sinaítico é uma das testemunhas mais antigas do texto bíblico grego, ajuda os estudiosos a comparar variantes textuais do Novo Testamento, e foi uma das fontes utilizadas nas revisões e traduções bíblicas modernas.
Resumo cronológico:
. Século IV d.C. – Produção do manuscrito.
. 1844–1859 – Descoberta e publicação de partes do códice por Tischendorf.
. Atualidade – Continua sendo uma das fontes mais importantes para a crítica textual bíblica.
_ TEXTO MASSORÉTICO
Os efeitos do tempo e a perseguição de pessoas poderosas não conseguiram destruir a Bíblia. Mas existia outra ameaça: copistas e tradutores que tentavam alterar a sua mensagem. Alguns tentaram mudar a Bíblia para apoiar as suas crenças, em vez de mudar as suas crenças para apoiar a Bíblia.
É verdade que alguns copistas da Bíblia eram descuidados ou mal-intencionados. Mas outros eram muito profissionais e minuciosos. Por exemplo, entre os anos 500 e 900, os massoretas fizeram cópias das Escrituras Hebraicas. Essas cópias ficaram conhecidas como texto massorético. Eles costumavam contar as palavras e as letras para terem a certeza de que nenhum erro tinha passado. Se desconfiassem que havia erros no texto que usavam como fonte, eles anotavam isso nas margens das suas cópias. Os massoretas recusavam-se a adulterar o texto. O professor universitário Moshe Goshen-Gottstein escreveu: “Para eles, interferir de propósito [no texto] era o pior crime possível.”
Além disso, os vários manuscritos que existem hoje ajudam os especialistas a identificar erros. Por exemplo, durante séculos, os líderes religiosos ensinaram ao povo que as versões em latim traziam o texto bíblico de modo exato.
Será que os manuscritos mais antigos comprovam que a mensagem da Bíblia ainda é a mesma? Em 1947, foram encontrados os Rolos do Mar Morto. Por isso, os especialistas compararam o texto massorético hebraico com esses rolos, escritos mais de mil anos antes. Um dos especialistas que analisaram os Rolos do Mar Morto concluiu que apenas um rolo já “fornece prova definitiva de que o texto bíblico foi transmitido durante um período de mais de mil anos [...] de modo extremamente fiel e cuidadoso”.
A Biblioteca Chester Beatty, em Dublin, Irlanda, possui papiros com partes de quase todos os livros das Escrituras Gregas Cristãs, ou Novo Testamento. Alguns são do segundo século, apenas cerca de 100 anos depois de a escrita da Bíblia ter terminado. O Dicionário Bíblico Anchor diz: “Os papiros são ricos em novas informações sobre o texto, mas também provam que o texto bíblico foi transmitido com uma coerência impressionante.”
A grande quantidade de manuscritos, em vez de introduzir erros, na verdade, ajudou a tornar o texto bíblico mais puro. Sir Frederic Kenyon escreveu sobre as Escrituras Gregas Cristãs: “Nenhum outro livro do passado tem cópias tão antigas e numerosas para comprovar o seu texto. Qualquer especialista sem preconceitos concorda que o texto que temos hoje não possui quase nenhuma alteração.” E sobre as Escrituras Hebraicas, o especialista William Henry Green disse: “Pode-se dizer com segurança que nenhuma outra obra da antiguidade foi transmitida com tanta exatidão.”
_ A VULGATA: Do latim ‘vulgos’, popular; corrente; do povo.
É a tradução da Bíblia para o latim realizada principalmente por Jerónimo de Estridão no final do século IV e início do século V d.C.
Antes da Vulgata, existiam diversas traduções latinas antigas, conhecidas como Vetus Latina, mas apresentavam diferenças entre si. Por iniciativa do papa Dâmaso I, Jerónimo foi encarregado de rever os textos latinos existentes. A partir de cerca de 382 d.C., ele começou pelo Novo Testamento e depois traduziu o Antigo Testamento diretamente do hebraico, embora também tenha consultado a Septuaginta e outras versões antigas. Foi a Bíblia da Igreja do Ocidente na Idade Média e foi também o primeiro livro impresso após a invenção do prelo, em 1452. Foi decretada como Bíblia oficial da Igreja Católica Romana no Concílio de Trento em 8 de Abril de 1546, e esta versão exerceu enorme influência na teologia, na liturgia, na literatura e na cultura europeia.
A Vulgata foi posteriormente revista em várias ocasiões, sendo a Vulgata Clementina uma das suas versões tradicionais, enquanto a Nova Vulgata é atualmente a edição oficial da Igreja Católica.
_ TRADUÇÃO DOS BISPOS: A chamada "Tradução dos Bispos" refere-se a uma tradução portuguesa medieval da Bíblia cuja autoria é tradicionalmente atribuída a um grupo de bispos portugueses, embora os detalhes históricos permaneçam discutidos.
Segundo a tradição, essa tradução foi realizada no reinado de D. Dinis (1279-1325). O rei teria incentivado a tradução de textos religiosos para o português, e alguns bispos teriam traduzido partes da Bíblia diretamente da Vulgata Latina. Essa tradução não corresponde a uma Bíblia completa preservada; o que chegou até nós são manuscritos e fragmentos de diferentes livros, copiados ao longo dos séculos XIV e XV.
O que se sabe sobre essa tradução?
. É conhecida na historiografia como Tradução dos Bispos ou Bíblia Medieval Portuguesa.
. Foi baseada na Vulgata de Jerônimo.
. Não sobreviveu um manuscrito único contendo toda a Bíblia.
. Os testemunhos conservados incluem Evangelhos, Atos, Epístolas, Salmos e outros livros em códices medievais.
_ BÍBLIA DE WYCLIFFE: Produzida por seguidores de John Wycliffe no final do século XIV, foi uma das primeiras traduções completas da Bíblia para o inglês. Baseou-se principalmente na Vulgata Latina.
_ A BÍBLIA EM PORTUGUÊS
No final do século XV, durante o reinado de João II de Portugal e posteriormente de Manuel I de Portugal, surgiram iniciativas de divulgação de textos bíblicos em língua portuguesa. A rainha Leonor de Avis, esposa de João II, esteve ligada ao patrocínio de obras religiosas, incluindo edições de caráter devocional que continham excertos bíblicos.
Entre essas obras destaca-se a tradução portuguesa de partes do livro “Vida de Cristo”, baseada na obra de Ludolfo de Saxónia. No início do século XVI, foram também publicadas em português algumas partes do Novo Testamento, como os Atos dos Apóstolos e algumas epístolas.
Entretanto, essas traduções e edições antigas tiveram circulação limitada e não permaneceram como versões bíblicas completas. A primeira grande tradução completa da Bíblia em português foi a de João Ferreira de Almeida, iniciada no século XVII, que se tornou uma das versões mais influentes da língua portuguesa.
_ BÍBLIA DE TYNDALE: Foi a primeira grande tradução da Bíblia para o inglês realizada diretamente a partir das línguas originais, especialmente do hebraico (Antigo Testamento) e do grego (Novo Testamento). Foi produzida por William Tyndale entre 1525 e 1536.
Tyndale tinha como objetivo tornar as Escrituras acessíveis ao povo comum, permitindo que as pessoas lessem a Bíblia na sua própria língua. A sua tradução do Novo Testamento foi publicada em 1526, sendo o primeiro Novo Testamento inglês impresso.
A obra enfrentou forte oposição das autoridades religiosas da época, pois a tradução sem autorização era considerada uma ameaça ao controlo oficial da Igreja sobre o acesso às Escrituras. Tyndale foi perseguido, preso e executado em 1536.
Apesar disso, o seu trabalho teve enorme influência nas traduções inglesas posteriores, incluindo a Bíblia de Genebra e a Versão do Rei James. Estima-se que grande parte da linguagem bíblica da King James tenha sido herdada do trabalho de Tyndale.
_ A BÍBLIA DE LUTERO: Durante a Reforma Protestante, Martinho Lutero realizou uma das traduções bíblicas mais importantes da História. O seu objetivo era colocar as Escrituras na língua do povo alemão.
Em 1522, Lutero publicou o Novo Testamento em alemão, traduzido principalmente a partir do texto grego, com auxílio de outros textos bíblicos disponíveis na época. Esta tradução teve enorme importância para a Reforma Protestante e contribuiu para a divulgação das ideias reformadoras.
Posteriormente, Lutero e uma equipa de colaboradores traduziram o restante da Bíblia a partir das línguas originais: o Antigo Testamento do hebraico e o Novo Testamento do grego. A Bíblia completa de Lutero foi publicada em 1534.
A tradução de Lutero teve um impacto profundo na língua e cultura alemãs. A sua linguagem ajudou a padronizar o alemão moderno e a Bíblia de Lutero é frequentemente considerada uma das obras que marcaram o início da literatura alemã moderna.
Resumo cronológico:
. 1522 – Publicação do Novo Testamento de Lutero em alemão.
. 1534 – Publicação da Bíblia completa de Lutero.
Impacto – Influenciou a Reforma, a língua alemã e a literatura europeia.
_ BÍBLIA DE GENEBRA: Foi uma tradução da Bíblia para o inglês publicada pela primeira vez em 1560, em Genebra, na Suíça, por estudiosos protestantes ingleses que estavam exilados durante o reinado de Mary I de Inglaterra.
Esta versão tornou-se uma das traduções bíblicas mais importantes da Reforma Protestante. Foi baseada principalmente nos textos hebraicos do Antigo Testamento e no grego do Novo Testamento, utilizando também o trabalho de traduções anteriores, como a Bíblia de Tyndale.
Uma das suas principais características foi a inclusão de notas marginais explicativas, comentários e referências cruzadas, que ajudavam os leitores a interpretar o texto bíblico segundo a perspetiva reformada. Foi também a primeira Bíblia inglesa a ser impressa em formato pequeno e prático, facilitando o uso pessoal e familiar.
A Bíblia de Genebra teve grande influência entre os protestantes de língua inglesa. Foi utilizada por figuras históricas como os Pais Peregrinos que viajaram para a América no navio Mayflower.
Embora tenha sido muito popular, perdeu espaço depois da publicação da Versão do Rei James, promovida pela Igreja da Inglaterra.
_ A BÍBLIA DOS BISPOS: A Bishops' Bible ("Bíblia dos Bispos") foi publicada em 1568 na Inglaterra, sob a supervisão do arcebispo Matthew Parker. Ela foi preparada por vários bispos da Igreja da Inglaterra, daí o nome "Bishops' Bible". Seu objetivo era substituir a Bíblia de Genebra como a Bíblia oficial para uso nas igrejas inglesas.
Essa tradução teve grande importância porque serviu como uma das principais bases para a King James Version.
_ BÍBLIA DOUAY-RHEIMS: Foi a primeira tradução católica completa da Bíblia para o inglês. O Novo Testamento foi publicado em 1582 e o Antigo Testamento entre 1609 e 1610. Baseou-se principalmente na Vulgata Latina.
_ VERSÃO AUTORIZADA OU VERSÃO DO REI JAMES (Tiago): Pouco depois de subir ao trono de Inglaterra, em 1604, Tiago I (James I) presidiu a uma conferência que tinha por fim considerar as queixas dos puritanos contra os anglicanos. Dessa conferência resultou a escolha de 54 teólogos, para fazerem uma nova versão da Bíblia. Essa Bíblia foi publicada em 1611 e continua até hoje sendo a Bíblia favorita do povo que fala a língua inglesa.
O objetivo foi produzir uma versão inglesa autorizada para uso nas igrejas da Inglaterra, substituindo traduções anteriores e estabelecendo uma tradução comum para o culto público.
A equipa de tradutores utilizou como base os textos hebraicos do Antigo Testamento, o texto grego do Novo Testamento conhecido como Textus Receptus e também consultou traduções anteriores, como a Bíblia de Genebra.
A Versão do Rei James tornou-se uma das traduções bíblicas mais influentes da História. A sua linguagem marcou profundamente a literatura inglesa e teve grande impacto na cultura, na teologia e na expansão do cristianismo de língua inglesa.
_ BÍBLIA ALMEIDA: A Bíblia Almeida é uma das traduções mais importantes em língua portuguesa.
Jovem inteligente, Almeida nasceu em Torre de Tavares, Portugal, no ano de 1628. Aos catorze anos ele já estava na cidade de Batávia (hoje Jacarta, capital da Indonésia). Um dia recebeu um folheto escrito na língua espanhola que o levou ao encontro pessoal com Deus, como “Nicodemos—Saulo de Tarso”. Logo começou a pregar nas Igrejas Reformadas Holandesas (a maior parte do povo, a quem ele ministrava, falava português, pois só fazia um ano que Portugal havia perdido o controle da região).
No ano de 1644, com a idade de 16 anos, Almeida iniciou a sua primeira tradução do Novo Testamento, usando versões em latim, espanhol, francês e italiano. Não contente com essa tradução, anos mais tarde, ele fez uma segunda, desta vez baseada no texto grego, o Textus Receptus (o mesmo usado pelos reformadores). Num folheto chamado Cartas para a Igreja Reformada, em 1679, ele escreveu o seguinte, na conclusão daquela obra, que só foi publicada em Amsterdã, no ano de 1681: “O Novo Testamento, isto é, todos os sacrossantos livros e escritos evangélicos e apostólicos do Novo Concerto do nosso fiel Senhor, Salvador e Redentor Jesus Cristo, agora traduzidos em português por João Ferreira d’Almeida, pregador do santo Evangelho”.
Veio a tornar-se um ministro protestante português.
O Novo Testamento de Almeida foi publicado em 1681, em Amesterdão, sendo uma das primeiras traduções completas do Novo Testamento para o português feitas a partir do texto grego.
Almeida chegou a traduzir o Antigo Testamento, de Gênesis até Ezequiel 48:31, usando o texto Massorético (hebraico). Também consultou traduções anteriores, como a espanhola e a latina. Não pôde terminar os últimos versículos do livro de Ezequiel, porque o Senhor Deus o levou à Sua presença em 1691, com 63 anos de idade.
A tradução foi completada e publicada integralmente em 1753. O trabalho foi continuado por outros revisores, especialmente pelo pastor holandês Jakob op den Akker.
Ao longo dos séculos, o texto de Almeida passou por várias revisões com o objetivo de atualizar a linguagem portuguesa, melhorar a clareza e corrigir aspetos textuais. Entre as revisões mais conhecidas encontram-se a Almeida Revista e Corrigida (ARC) e a Almeida Revista e Atualizada (ARA).
Apesar de algumas limitações próprias da linguagem e dos conhecimentos disponíveis no século XVII, a tradução de Almeida teve enorme importância histórica e literária, tornando-se uma das versões bíblicas mais usadas entre os cristãos de língua portuguesa.
_ TRADUÇÕES POR WILLIAM CAREY (1761–1834), frequentemente chamado de "pai das missões protestantes modernas". William Carey foi um missionário batista inglês que trabalhou principalmente na Índia. Sua contribuição para a tradução da Bíblia foi extraordinária:
. Traduziu a Bíblia inteira ou partes dela para diversas línguas do subcontinente indiano.
. Trabalhou a partir dos textos originais em hebraico (Antigo Testamento) e grego (Novo Testamento), além de consultar versões antigas e traduções europeias.
. Atuou com estudiosos e falantes nativos, em vez de trabalhar sozinho.
. Fundou a Serampore Mission e a imprensa de Serampore, que imprimiu milhares de exemplares da Bíblia em diferentes idiomas.
. Entre as línguas para as quais participou da tradução estão: bengali, sânscrito, hindi, marata, assamês, oriya (odiá), punjabi, e outras.
No total, Carey e seus colaboradores estiveram envolvidos em traduções completas ou parciais da Bíblia em mais de 30 línguas (cerca de 35 idiomas).
_ VERSÃO DE FIGUEIREDO: Foi uma importante tradução católica da Bíblia para a língua portuguesa realizada pelo padre português António Pereira de Figueiredo. Figueiredo dedicou cerca de 17 anos ao trabalho de tradução, tendo como base principal a Vulgata Latina. O seu objetivo foi disponibilizar uma versão completa das Escrituras em português para os leitores católicos.
O Novo Testamento foi publicado em 1781, e o Antigo Testamento foi concluído e publicado em 1790. A sua obra tornou-se uma das traduções católicas portuguesas mais importantes antes das traduções modernas baseadas nos textos originais.
Apesar de seguir a Vulgata, a Bíblia de Figueiredo teve grande valor histórico e literário, contribuindo para a divulgação das Escrituras em língua portuguesa.
_ ALMEIDA REVISTA E REFORMADA: A Revista e Reformada (1847) foi a primeira revisão completa da Bíblia de João Ferreira de Almeida realizada pela Sociedade Bíblica Trinitariana. O trabalho foi dirigido por Thomas Boys, ministro anglicano e estudioso de hebraico e grego. A revisão do Novo Testamento terminou em 1839, a do Antigo Testamento em 1844, e o último volume foi impresso em 1847. Ela recebeu o nome “Revista e Reformada” e posteriormente contribuiu para a linhagem de revisões que culminou nas edições Revista e Correcta e Revista e Corrigida.
_ VERSÃO INGLESA REVISADA: Feita por um grupo de estudiosos ingleses, com a colaboração de representantes norte-americanos. O N.T. foi publicado em 1881 e o A.T. em 1885. Tem grande vantagem sobre as Bíblias anteriores. É a revisão da versão Autorizada.
O projeto começou em 1870, com o objetivo de atualizar a linguagem da King James e corrigir traduções à luz dos avanços no estudo dos manuscritos bíblicos. A revisão foi realizada por estudiosos britânicos de várias tradições cristãs, incluindo representantes da Igreja da Inglaterra e outras denominações.
Uma das principais razões para a revisão foi a descoberta e o estudo de manuscritos gregos mais antigos do Novo Testamento, como o Códice Sinaítico e o Códice Vaticano, que permitiram aos tradutores comparar o texto recebido tradicionalmente com testemunhos mais antigos.
A Versão Inglesa Revisada teve grande importância na história das traduções bíblicas em inglês e serviu de base para outras traduções posteriores, como a Revised Standard Version.
_ A REVISED STANDARD VERSION (RSV): Foi uma tradução da Bíblia para o inglês publicada em 1952, desenvolvida por um grupo de estudiosos americanos como uma revisão da American Standard Version (ASV) de 1901, que por sua vez derivava da Versão Inglesa Revisada (Revised Version) de 1881-1885.
O objetivo da RSV era produzir uma tradução mais moderna e clara para os leitores de língua inglesa, mantendo uma linguagem literária e fiel aos textos bíblicos originais. Os tradutores utilizaram os textos hebraicos do Antigo Testamento e os melhores manuscritos gregos disponíveis do Novo Testamento, incluindo os avanços alcançados pela crítica textual.
A RSV teve grande influência no mundo académico e cristão, sendo usada por muitas igrejas, seminários e estudiosos da Bíblia. Uma das suas características foi procurar um equilíbrio entre a tradição da linguagem da Versão do Rei James e uma tradução mais adequada ao inglês moderno.
Posteriormente, a RSV deu origem a outras traduções importantes, como a New Revised Standard Version (NRSV).
_ THE NEW ENGLISH BIBLE - ‘A NOVA BÍBLIA INGLESA’: Foi uma tradução da Bíblia para o inglês de Inglaterra, produzida por um grupo de estudiosos britânicos com o objetivo de apresentar uma tradução em linguagem moderna, clara e acessível aos leitores contemporâneos. O projeto começou em 1946, com a participação de especialistas de várias tradições cristãs do Reino Unido. O Novo Testamento foi publicado em 1961, e a Bíblia completa em 1970.
A New English Bible foi uma tradução nova, e não uma simples revisão de versões anteriores como a King James Version ou a Revised Standard Version. Os tradutores trabalharam diretamente a partir dos textos hebraicos, aramaicos e gregos disponíveis, procurando transmitir o sentido do texto bíblico em inglês moderno.
A obra teve grande influência no mundo de língua inglesa, especialmente no Reino Unido, embora tenha recebido críticas por algumas escolhas de tradução consideradas demasiado interpretativas. Mais tarde, foi revista e substituída pela Revised English Bible.
_ Bíblia de Jerusalém (1966): Tradução católica moderna baseada nos textos originais, acompanhada de extensas notas e introduções históricas e literárias.
_ ALMEIDA CORRIGIDA FIEL: No ano de 1968, em São Paulo (Brasil), foi fundada a Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, com o objetivo de revisar, com as devidas correções ortográficas, e publicar a Bíblia de João Ferreira de Almeida:
A Bíblia na Edição Corrigida e Revisada, foi preparada por pessoas com a mesma convicção do tradutor, João Ferreira de Almeida, de que as palavras das Sagradas Escrituras, originariamente escritas em hebraico, em aramaico e em grego, foram inspiradas por Deus; e, uma vez que Deus preserva a Sua Palavra, as Sagradas Escrituras falam com nova autoridade a cada geração, levando as pessoas à salvação, fazendo com que sirvam a Cristo para a glória de Deus.
Há séculos, a tradução de Almeida tem sido a preferida da grande maioria dos leitores da Bíblia em língua portuguesa. Indiscutivelmente, continua sendo. Almeida seguiu o sistema de tradução chamado “equivalência formal”, assim como fizeram os grandes reformadores; ou seja, tentou traduzir cada palavra, usando o mínimo de palavras de transição, necessárias para garantir a fluência da leitura em português.
Nesta versão tentou-se substituir qualquer palavra que tenha caído em desuso total. Porém as palavras clássicas, ou não muito usadas, mas que ainda fazem parte da linguagem atual, foram mantidas. Só o fato de uma palavra não ser usada em determinada área do mundo de fala portuguesa não foi a razão suficiente para que fosse cortada ou substituída na Bíblia. Palavras tradicionalmente transliteradas foram mantidas dessa forma.
_ New International Version (NIV – 1978): Uma tradução inglesa moderna que procurou equilibrar fidelidade aos textos originais e facilidade de leitura.
_ BÍBLIA PARA TODOS. Publicada em 2009, a Sociedade Bíblica de Portugal informa que a BPT foi traduzida a partir das línguas originais — hebraico e aramaico no Antigo Testamento e grego no Novo Testamento — para português europeu corrente. É uma tradução interconfessional, resultado de mais de 30 anos de trabalho, iniciada em 1972. Colaboraram biblistas católicos e protestantes, num salutar e espirito de cooperação interconfessional, todos eles professores universitários e exegetas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, Instituto Bíblico Português, Seminário Teológico Baptista em Portugal, Gordon-Conwell Theological Seminary (EUA) e Loma Linda University (EUA)) de reconhecido mérito (nomeadamente católicos, presbiterianos, metodistas, episcopais lusitanos, irmãos, baptistas, adventistas, pentecostais, acção bíblica e evangélicos independentes) que, ultrapassando as suas preocupações doutrinárias e teológicas, procuraram ser, no plano histórico-filosófico, totalmente fiéis aos mais fidedignos manuscritos hebraicos, aramaicos e gregos.
Os responsáveis por esta tradução preocuparam-se em conseguir um texto claro e compreensível, o mais fiel possível aos conteúdos originais. Pertencendo a várias confissões religiosas, “descobrimos com alegria que isso nunca constituiu qualquer dificuldade à execução deste trabalho, antes se revelou como um factor de mútuo enriquecimento, tão feliz como o texto que se ia obtendo.”
Tradutores: António Augusto Tavares, António Pinto Ribeiro Jr. João Soares Carvalho, Joaquim Carreira das Neves, José António Ramos, Teófilo Vieira Ferreira.
Consultores das Sociedades Bíblicas Unidas: Ignácio Mendonza (Espanha), Jan de Ward (Holanda), Jean Claude Margot (França), Paul Ellingworth (Reino Unido), Robert Bratcher (EUA).
Na sua revisão participaram: João Soares Carvalho, Joaquim Carreira das Neves, José Augusto Ramos, Manuel Alexandre Júnior, Roy Emilius Ciampa, Rui Oliveira Duarte, Teófilo Vieira Ferreira, Theron Reginald Young. Como consultor e coordenadores das Sociedades Bíblicas Unidas: Carlo Buzzetti (Itália), Timóteo Jesus Cavaco e Rute Soares Nunes.
Comparação com “A Bíblia para Todos – O Livro” (de 2017): “A BÍBLIA para todos” (2009) e “O Livro” (edição de 2017) não são duas edições da mesma tradução. São traduções diferentes, com filosofias de tradução bastante distintas. A própria Sociedade Bíblica de Portugal apresenta atualmente as duas separadamente.
A BPT foi desenvolvida ao longo de décadas e a edição de 2009 corresponde a uma revisão da tradução anterior. A Sociedade Bíblica explica que ela traduz o hebraico/aramaico e grego para português europeu corrente e adota uma abordagem dinâmica, levando bastante em consideração o contexto.
O Livro é outra coisa. A própria Sociedade Bíblica de Portugal diz explicitamente que foi traduzido a partir da Living Bible americana, embora tenha havido consulta às línguas originais e a outras traduções. A edição que atualmente apresenta é uma revisão de uma tradução anterior, procurando preservar a simplicidade e clareza.
A BPT é muito mais apropriada como tradução de comparação, pois parte diretamente do hebraico e aramaico no Antigo Testamento.
Já O Livro procura comunicar o pensamento do texto de maneira muito mais livre. Isso pode ser excelente para perceber rapidamente “o que o autor está querendo dizer”, mas é menos adequado quando você quer investigar como determinada palavra ou construção hebraica foi traduzida.
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