quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Bíblia - parte 3 - Império Grego e Império Romano



Texto relativo à terceira parte da lição online sobre a Bíblia - Curso "Princípios da Fé Cristã"

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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.

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7.1. IMPÉRIO EGÍPCIO - clique AQUI

7.2. IMPÉRIO ASSÍRIO - clique AQUI

7.3. IMPÉRIO BABILÓNICO - clique AQUI

7.4. IMPÉRIO PERSA - clique AQUI

7.5. IMPÉRIO GREGO

Gregos: origem, características, importância - PrePara ENEM 

O Império Grego (frequentemente associado ao Período Helenístico e ao império de Alexandre, o Grande) estendeu-se de 336 a.C. a 30 a.C.. O domínio helenístico terminou formalmente em 30 a.C. com a queda do Egito Ptolomaico (morte de Cleópatra) perante o Império Romano.

Foi o império que governou a Palestina de 332 a.C. a 167 a.C., com a conquista do Império Persa por Alexandre, o Grande. Alexandre, o Grande, foi tolerante e benevolente para com os judeus.

- O império grego levou a cultura para toda a parte.

- A Grécia era o centro de Filosofia, Literatura, Ciência e Arte.

- Este vasto império foi em pouco tempo dividido entre quatro de seus generais.

Após a sua morte, a Judeia foi disputada pelos Ptolomeus* (Egito) e Selêucidas (Síria). 

* Recebe a designação devido ao facto dos seus soberanos terem assumido o nome Ptolomeu (ou Ptolemeu, do grego Ptolemaios). É também conhecida como dinastia lágida em função do nome do pai do fundador da dinastia. Ptolemeu foi um dos generais de Alexandre, o Grande.

Sob o governo sírio de Antíoco IV Epifânio (reinou de 205 a.C a 180 a.C.), os judeus sofreram uma violenta perseguição religiosa.

Período Macabeu / Asmoneu (167 a.C. – 63 a.C.): Uma revolta armada liderada por Judas Macabeu expulsou os opressores sírios, conquistando a independência da Judeia e estabelecendo uma dinastia de reis-sacerdotes judeus.

7.6. IMPÉRIO ROMANO

Romanos - PrePara ENEM 

De 146 a.C. a 476 d.C. - período do seu domínio mediterrânico absoluto e expansão imperial.

63 a.C. - O general romano Pompeu conquistou Jerusalém. Esta conquista marcou o fim da independência judaica sob a dinastia asmoneia e o início do domínio romano sobre a Judeia. A Judeia tornou-se um Estado cliente de Roma, culminando no reinado de Herodes, o Grande, e no cenário político que serve de pano de fundo para os Evangelhos.

É o império que governava o “mundo conhecido” quando Cristo nasceu. Dentre os imperadores romanos mencionamos apenas os Césares que têm relacionamento com a Bíblia. Foram 12 os Césares do império romano. 

A palavra ‘César’ significa ‘senhor’. É o mesmo de ‘kurios’ (grego); ‘czar’ (russo); ‘kaiser’ (alemão). Foi herdado do grande general Caio Júlio César.

- Octávio Augusto (Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus). Governou o império de 27 a.C. a 14 d.C. (Lc 2.1). No seu reinado Jesus nasceu. Era chamado ‘Augusto’ que significa ‘sublime’.

- Tibério (Tiberius Claudius Nero Cæsar) (enteado e, anteriormente, cunhado de Octávio Augusto). Governou de 14-37 d.C. (Lc 3.1). O ministério e crucificação de Jesus e o começo da Igreja se deram no seu reinado. 

- Nero (Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus). Goverou o império de 54-68 d.C. (At 25.11; 26.32; Fp 4.22; 2 Tm 4.17; 1 Pe 2.17). 

O reinado de Nero é associado habitualmente à tirania e à extravagância.[4] É recordado por uma série de execuções sistemáticas, incluindo a da sua própria mãe[5] e o seu meio-irmão Britânico, e sobretudo pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estaria compondo com a sua lira, além de ser um implacável perseguidor dos cristãos. 

Incêndio de Roma em 64 d.C. Seu principal prazer era assistir à agonia de morte de suas vítimas. Segundo Tácito, o fogo estendeu-se depressa e durou cinco dias. Foram destruídos por completo quatro dos catorze distritos da cidade e outros sete ficaram muito danificados. O único historiador que viveu durante essa época e que descreveu o incêndio foi Plínio, o Velho, enquanto os demais historiadores da época Flávio Josefo, Dião Crisóstomo, Plutarco e Epiteto, não mencionam o acontecimento nas suas obras. Não está claro qual foi a causa do incêndio, quer um acidente, quer premeditado. Suetónio e Dião Cássio defendem a teoria de que foi o próprio Nero que o causou com o objetivo de reconstruir a cidade ao seu gosto. Tácito menciona que os cristãos foram declarados culpáveis do delito, embora não se saiba se esta confissão teria sido induzida sob tortura. Tácito relata que, depois do incêndio, a população buscou um bode expiatório e começaram a circular rumores de que Nero era o responsável. Para afastar as culpas, Nero acusou os cristãos e ordenou que alguns fossem jogados aos cães, enquanto outros fossem queimados vivos e crucificados.

Tácito descreve-o assim: “Contudo, nem por indústria humana, nem por larguezas do imperador, nem por sacrifícios aos deuses, foi conseguido afastar a má fama de que o incêndio tinha sido mandado. Assim pois, com o fim de extirpar o rumor, Nero inventou uns culpáveis, e executou com refinadíssimos tormentos os que, aborrecidos pelas suas infâmias, chamava o vulgo cristãos. O autor deste nome, Cristo, foi mandado executar com o último suplício pelo procurador Pôncio Pilatos durante o Império de Tibério e, reprimida a perniciosa superstição, irrompeu de novo não somente por Judeia, origem deste mal, senão pela urbe própria, aonde conflui e se celebra quanto de atroz e vergonhoso houver por onde quer. Assim, começou-se por deter os que confessavam a sua fé; depois pelas indicações que estes deram, toda uma ingente multidão (multitudo ingens) ficaram convictos, não tanto do crime de incêndio, quanto de ódio ao gênero humano. A sua execução foi acompanhada por escárnios, e assim uns, cobertos de peles de animais, eram rasgados pelos dentes dos cães; outros, cravados em cruzes eram queimados ao cair o dia como se fossem luminárias noturnas. Para este espetáculo, Nero cedera os seus próprios jardins e celebrou uns jogos no circo, misturado em vestimenta de auriga entre a plebe ou guiando ele próprio o seu carro. Daí que, ainda castigando os culpáveis e merecedores dos últimos suplícios, tinham-lhes lástima, pois acreditavam que o castigo não era por utilidade pública, mas para satisfazer a crueldade dele próprio.”

Em 66 estourou uma revolta na Judeia derivada da crescente tensão religiosa entre gregos e judeus. Em 67 d.C. Nero ordenou a execução do apóstolo Paulo, e enviou Vespasiano para sufocar a rebelião. 

- Dominiciano (Titus Flavius Domitianus). De 81-96 d.C.. Era filho de Vespasiano e irmão de Tito, o que destruiu Jerusalém em 70 d.C., Durante o conflito, os romanos destruíram a cidade de Jerusalém e destroçaram o seu Templo. Dominiciano foi um tremendo perseguidor dos cristãos. No seu reinado o apóstolo João foi banido para Patmos.


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