Texto relativo à terceira parte da lição online sobre a Bíblia - Curso "Princípios da Fé Cristã"
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Se ainda não começaste o curso "Princípios da Fé Cristã", gostaria de convidar-te a começares esta maratona espiritual comigo. A Bíblia incentiva-nos a crescer espiritualmente, e através dos estudos que aqui serão partilhados terás a oportunidade de conhecer melhor o que a Palavra de Deus diz sobre diversos temas.
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7.1. IMPÉRIO EGÍPCIO - clique AQUI
7.2. IMPÉRIO ASSÍRIO - clique AQUI
7.3. IMPÉRIO BABILÓNICO - clique AQUI
7.4. IMPÉRIO PERSA
Conquistou a Babilónia em 539 a.C..
Numa noite de 5/6 de outubro de 539 a.C., Ciro e seus exércitos acamparam à volta de Babilónia. Enquanto os babilónicos festejavam, engenhosamente Ciro ordenou que fossem desviadas as águas do Rio Eufrates para um lago artificial. O exército pôde então atravessar o rio com a água na altura da cintura e entraram sem lutar, visto que os portões estavam abertos.
Após a conquista de Babilónia, Ciro é citado num cilindro (o Cilindro de Ciro) dizendo: “Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei legítimo, rei de Babilónia, rei da Suméria e de Acade, rei das quatro extremidades [da terra], filho de Cambises, grande rei, rei de Anzã, neto de Ciro I, . . . descendente de Teíspes . . . de uma família [que] sempre [exerceu] a realeza.”
Segundo o relato bíblico em Isaías 45, Ciro teria recebido uma mensagem de Deus que o ordenava a enviar de volta à Judeia todos os judeus cativos naquela cidade e que o próprio iria ajudá-lo. O autor de famosa declaração que em 537 a.C. autorizava os judeus a regressar à Judeia, pondo fim ao período do Cativeiro Babilónico.
LISTAS DE REIS PERSAS MENCIONADOS NA BÍBLIA:
- Ciro II (Ciro, o Grande) (reinou de 559 a 530 a.C.) - Is 45.1; Ed 1.1; Dn 1.21. Deus chamou-o pelo nome 150 anos antes de seu nascimento. Conquistou a Babilónia em 539 a.C..
Citações bíblicas de Ciro II:
. O livro de Isaías (capítulos 44:26,27,28; 45:1,2) profetiza e celebra a vitória de Ciro II, como enviado e ungido por Jeová.
. No livro de Esdras (1:2-4) se apresenta uma versão do édito de Ciro II que põe fim ao exílio judeu na Babilónia.
. O livro de Daniel possui varias referências a Ciro II.
. O Segundo livro das Crónicas (36: 22-23) apresenta outra versão do édito de Ciro II.
- Dário, o Medo. Enquanto Ciro II completava as suas conquistas (Dn 9.1) constituiu Dário, o Medo, como rei interinamente sobre a Caldeia (Sul da Mesopotâmia, atual sul do Iraque e Kuwait, junto ao rio Eufrates). Dário, o medo, também é chamado de “Dário, filho de Assuero” em Dn 5.13; 6.1,28; 9.10.
Daniel 9:1 menciona outro Assuero como pai de Dario, o Medo. Esse indivíduo não pode ser Xerxes I.
- Dário I (Dario, o Grande), reinou o império persa e o Egipto entre 522 a.C. e 486 a.C. Na Bíblia, ele é citado nos livros históricos e proféticos como um aliado dos judeus que autorizou a reconstrução do Templo de Jerusalém.
Contexto Bíblico de Dario I
. Livros de Esdras e Zacarias: Dario I confirmou o decreto anterior do rei Ciro, mandando buscar nos arquivos reais o documento original que permitia a obra do Templo.
. Ele ordenou que os custos da reconstrução fossem pagos com os impostos da província e que os judeus recebessem touros, carneiros, trigo e óleo para os sacrifícios.
. O seu reinado coincidiu com a atuação dos profetas Ageu e Zacarias, que incentivaram o povo judeu a terminar as obras em Jerusalém.
- Assuero* (2.º filho de Dário I, neto de Ciro II, reinou o império persa e o Egipto de 486 a 465 a.C.). A Bíblia descreve Assuero a governar 127 províncias da Índia à Etiópia, o que condiz perfeitamente com o auge do Império Aqueménida sob Xerxes I. É também conhecido por Xerxes I. Na Bíblia, Xerxes I é consensualmente identificado como o Assuero do Livro de Ester.
* Nota: o nome "Assuero" funcionaria como um título real. Linguisticamente, o nome hebraico Ahasuerus (Assuero) é o equivalente exato ao persa antigo Khshayārshā, que os gregos traduziram como Xerxes. A identificação do rei de Ester como Artaxerxes na Septuaginta e Josefo representa uma antiga tradição alternativa, mas as evidências linguísticas e cronológicas favorecem fortemente Xerxes I.
Ester 1 começa no terceiro ano de Xerxes, aproximadamente 483 a.C. Ester tornou-se rainha em seu sétimo ano, por volta de 479 a.C., e a conspiração de Hamã ocorreu durante seu décimo segundo ano, por volta de 474–473 a.C. Portanto, o livro se encaixa naturalmente na primeira metade do reinado de Xerxes.
O historiador grego Heródoto, contemporâneo da época, afirma que a única esposa oficial e rainha consorte de Xerxes I foi uma mulher cruel chamada Amestris, com quem permaneceu casado até ao fim do reinado. Ela não era judia, mas filha de um general persa.
Alguns linguistas sugerem que "Vasti" (significa "melhor", "excelente", "bela" ou "a melhor das mulheres") poderia ser uma variante fonética ou um título honorífico persa para a própria Amestris. Como o radical original significa "a melhor" ou "excelente", o termo poderia ser usado na corte como o título para a "Rainha Principal" ou a "Primeira entre as Mulheres". Assim como o nome do rei na Bíblia (Assuero) é a transliteração hebraica do título/nome Xerxes (que significa "rei venerável"), argumenta-se que Vasti teria o mesmo tratamento.
A recusa de Vasti explicaria porque Amestris não acompanhou Xerxes em certas campanhas militares.
Contudo, os registos detalhados de Heródoto sobre a vida doméstica de Xerxes cobrem apenas os primeiros 7 anos do seu reinado. Há um período de silêncio nos documentos gregos e persas precisamente a partir do sétimo ano de Xerxes — que coincide exatamente com a data em que a Bíblia afirma que Ester foi coroada.
De acordo com a cultura e a tradição real persa, Xerxes I podia ter várias esposas e concubinas. O rei da Pérsia praticava a poligamia, mantendo um vasto harém real. Embora o Livro de Ester use o termo "rainha" (malkah), na perspetiva persa ela seria uma esposa de grande favoritismo e influência no harém, mas sem o título jurídico de consorte oficial perante o império. O processo descrito na Bíblia — onde Ester passa um ano em tratamentos de beleza antes de se apresentar ao rei — condiz perfeitamente com a triagem de mulheres destinadas ao harém real e a posições secundárias de prestígio.
- Artaxerxes I (3.º filho de Xerxes I, reinou o império persa e o Egipto de 465 a 424 a.C.) - determinou a suspensão das obras do templo (Ed 4.21-24).
Após a morte de Xerxes I, seu filho Artaxerxes I tornou-se rei. O retorno de Esdras a Jerusalém em Esdras 7:1 ocorreu durante o sétimo ano de Artaxerxes, comumente datado de 458 a.C. — cerca de quinze anos após os eventos descritos perto do final de Ester.
- Dario II, também conhecido como “Oco”, ou Dário II Noto (filho ilegítimo de Artaxerxes I, reinou na Pérsia e Egipto de 424-404 a.C.).
É citado no livro de Neemias. Durante o reinado de Dário II, o Império Persa adoptou uma política de forte interferência nos assuntos internos da Judeia e das regiões vizinhas. Os Papiros de Elefantina (documentos históricos reais dessa era) confirmam que o governo de Dário II lidou diretamente com os filhos de Sanabalate, o grande arqui-inimigo político de Neemias na reconstrução das muralhas de Jerusalém.
O último monarca do império persa foi Dário III, sobrinho de Artaxerxes IV, e reinou até 330 a.C. Foi sucedido por Alexandre, o Grande, que já era rei da Macedónia, e Faraó do Egipto.
Em 334 a.C., invadiu o Império Aqueménida (persa), governando a Ásia Menor, e começou uma série de campanhas que durou dez anos. Quebrou o poder da Pérsia em uma série de batalhas decisivas, mais notavelmente as batalhas de Isso e Gaugamela. Em seguida, derrubou o rei persa Dario III e conquistou a Pérsia em sua totalidade (330 a.C.).
Foi casado também com Parisátide, filha do rei Artaxerxes III.
.... continua... IMPÉRIO GREGO e IMPÉRIO ROMANO

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